Novo Rio Pinheiros

O programa Novo Rio Pinheiros tem o objetivo de revitalizar este símbolo da cidade de São Paulo por meio da união dos órgãos públicos e da sociedade. A meta é reduzir o esgoto lançado em seus afluentes, melhorar a qualidade de suas águas e integrá-lo à cidade. Por ser um rio urbano, a água não será potável, nem terá possibilidade de natação. No entanto, espera-se a melhora do odor, abrigo de vida aquática e, com isto, trazer a população de volta às suas margens. Também será possível captar investimentos privados, como a concessão do transporte hidroviário para melhoria da malha de transporte urbano.

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Atual Momento do Projeto

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De um total de 14 licitações para execução de obras de esgotamento sanitário nas sub-bacias do Pinheiros, duas estão concluídas (Zavuvus e Pedreira), duas estão em fase final do processo (Ponte Baixa/Pedreira e Corujas/Reboucas). As demais devem ter a sessão pública para recebimento das propostas no decorrer do mês de outubro. Em novembro, está previsto publicar o edital para construção das estações de tratamento de esgoto especiais, que vão cuidar do esgoto proveniente de áreas informais.

Desde o início do ano, a Sabesp vem mapeando a bacia do Rio Pinheiros para identificar o impacto no rio gerado por imóveis que não são conectados à rede coletora já existente (os chamado factíveis) e também os lugares onde é necessário implantar a rede. Foram mapeados ainda, os pontos onde serão necessárias as estações de tratamento da água dos afluentes.

Paralelamente, a EMAE realiza o desassoreamento e desaterro do rio. Somente na primeira etapa deverão ser retirados 500 mil m³ de detritos no processo de desassoreamento e 700 mil m³ no desaterro, em um total de 1,2 milhão de metros cúbicos, equivalente a 480 piscinas olímpicas. Entre o dia 6 de agosto e 21 de outubro foram desassoreados 63.435,6 m³ e desaterrados 127.432,98 m³.

Foram retiradas 3,1 mil toneladas a um custo de R$ 5,6 milhões

No período de janeiro a setembro de 2019

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Como Ajudar

Todos os dias milhares de ‘toneladas de lixo chegam às águas dos nossos rios. De janeiro a junho, foram retiradas 2,3 mil toneladas a um custo de R$ 3,5 milhões, especialmente plásticos, do rio Pinheiros. Estima-se que no Brasil anualmente são descartadas incorretamente 140 milhões de bitucas de cigarro, que podem levar até 20 anos para se decompor.

Algumas medidas simples podem contribuir para melhorar as condições de nossas águas:

História do Pinheiros

As águas que nascem límpidas na serra do Mar compõem o rio Jurubatuba e, na junção com o rio Guarapiranga, formam o rio Pinheiros — este encontro acontece próximo à estação Santo Amaro. O percurso do rio Pinheiros se completa dois quilômetros a oeste da estação Ceasa, onde ocorre a foz com o rio Tietê.

Antes que a urbanização alcançasse suas margens, o rio Pinheiros fazia várias curvas ao sudeste da cidade. Como todo rio, a área de várzea passava por inundações cíclicas. Atualmente, percorre 26 km e recolhe as águas de uma bacia de 271 km², uma área onde vivem 3,3 milhões de pessoas.

No século XX, São Paulo começou a crescer rapidamente. Segundo o IBGE, a cidade tinha cerca de 230 mil habitantes em 1900, cem anos mais tarde a mesma cidade abrigaria mais de 10 milhões de pessoas. Em decorrência do crescimento populacional, o rio Pinheiros teve então, seu percurso canalizado e retificado, a calha aprofundada e as águas bombeadas rio acima para a recém construída Represa Billings — a inversão do rio.

Contudo, o que já foi um rio repleto de vitalidade e um espaço para lazer, se transformou num lago desfavorável para vida aquática e impróprio até para navegação. Com o crescimento populacional, a poluição do rio Pinheiros se acentuou, sendo necessário interromper o bombeamento para a represa Billings no final dos anos 80.

Em 1992, a situação dos cursos d’água da cidade estava insustentável. Os paulistanos não aguentavam mais e foram para margem do Tietê reivindicar sua despoluição. O movimento levou à criação do Projeto Tietê, iniciativa para despoluir os rios da capital, todos afluentes diretos ou indiretos do Tietê, inclusive o Pinheiros.