Novo Rio Pinheiros

O programa Novo Rio Pinheiros tem o objetivo de revitalizar este símbolo da cidade de São Paulo por meio da união dos órgãos públicos e da sociedade. A meta é reduzir o esgoto lançado em seus afluentes, melhorar a qualidade de suas águas e integrá-lo à cidade. Por ser um rio urbano, a água não será potável, nem terá possibilidade de natação. No entanto, espera-se a melhora do odor, abrigo de vida aquática e, com isto, trazer a população de volta às suas margens. Também será possível captar investimentos privados, como a concessão do transporte hidroviário para melhoria da malha de transporte urbano

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Atual Momento do Projeto

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De um total de 14 licitações para execução de obras de esgotamento sanitário nas sub-bacias do Pinheiros, os quatro primeiros contratos assinados pela Sabesp em dezembro vão ampliar a coleta e enviar para tratamento o esgoto de 47 mil imóveis nas sub-bacias dos córregos Corujas/Rebouças, Ponte Baixa/Socorro, Aterrado/Zavuvus e Pedreira/Olaria. A ação vai beneficiar 770 mil pessoas no entorno.

Estes trabalhos aumentarão em 21% o volume de esgoto tratado na região, passando dos atuais 960 litros por segundo para 1.157 litros por segundo, além de reduzir a carga orgânica que chega aos cursos d’água e alcança o rio Pinheiros.

Ao final, cerca de 3,3 milhões de pessoas que moram na abrangência da bacia do Pinheiros serão beneficiadas pelas obras, em uma área de 271 km² que inclui bairros nos municípios de São Paulo, Embu das Artes e Taboão da Serra.

Por meio da implantação de interceptores, redes coletoras e ligações, entre outras medidas, a iniciativa vai elevar o tratamento de esgoto na região em 2.800 litros por segundo, dos atuais 4.600 litros por segundo para 7.400 litros por segundo em 2022. Este é um dos eixos do Programa Novo Rio Pinheiros que contempla ações de saneamento, desassoreamento, coleta e destinação dos resíduos sólidos, revitalização das margens e educação ambiental.

Paralelamente, a EMAE realiza revitalização das margens, aprofunda e retira o lixo do rio. Entre os dias 6 de agosto de 2019 – data de início dos trabalhos – e 8 de janeiro de 2020, foi constatado o recorde de desassoreamento e desaterros dos últimos cinco anos com a retirada de 169.727 m³ e 321.725 m³ de sedimentos, respectivamente. Somados, os materiais correspondem a mais de 28 mil caminhões basculantes.

Na primeira etapa, até o 2º semestre de 2020, deverão ser retirados 500 mil m³ de detritos no processo de desassoreamento e 700 mil m³ no desaterro, em um total de 1,2 milhão de metros cúbicos, equivalente a 480 piscinas olímpicas.

Para esta ação, os técnicos da EMAE executaram a batimetria do rio – uma sonda mede a profundidade do leito e altura dos resíduos. Os resultados mostraram que a profundidade do rio se alterna entre um e dois metros. A região entre as pontes do Jaguaré e Ari Torres deve ser priorizada.
Já o lixo é retirado por meio de Ecobarcos, redes e boias. De janeiro a novembro foram retiradas mais de 8 mil toneladas de resíduos, entre eles garrafas pet, bicicletas, pneus, plásticos, entre outros.

Nas margens do rio, uma parceria com a Reservas Votorantim garantiu 30 mil mudas de árvores de espécies nativas que estão sendo plantadas ao longo de 13 quilômetros na margem oeste.
O projeto é assinado pelo paisagista Ricardo Cardim. No lado leste, em outro convênio, a Vivo garante a manutenção.

Em 2019, foram retiradas 9,3 mil toneladas de resíduos, entre eles garrafas pet, bicicletas, pneus, plásticos, entre outros.

No período de janeiro a dezembro

Empresas

Como Ajudar

Todos os dias milhares de ‘toneladas de lixo chegam às águas dos nossos rios. De janeiro a junho, foram retiradas 2,3 mil toneladas a um custo de R$ 3,5 milhões, especialmente plásticos, do rio Pinheiros. Estima-se que no Brasil anualmente são descartadas incorretamente 140 milhões de bitucas de cigarro, que podem levar até 20 anos para se decompor.

Algumas medidas simples podem contribuir para melhorar as condições de nossas águas:

História do Pinheiros

As águas que nascem límpidas na serra do Mar compõem o rio Jurubatuba e, na junção com o rio Guarapiranga, formam o rio Pinheiros — este encontro acontece próximo à estação Santo Amaro. O percurso do rio Pinheiros se completa dois quilômetros a oeste da estação Ceasa, onde ocorre a foz com o rio Tietê.

Antes que a urbanização alcançasse suas margens, o rio Pinheiros fazia várias curvas ao sudeste da cidade. Como todo rio, a área de várzea passava por inundações cíclicas. Atualmente, percorre 26 km e recolhe as águas de uma bacia de 271 km², uma área onde vivem 3,3 milhões de pessoas.

No século XX, São Paulo começou a crescer rapidamente. Segundo o IBGE, a cidade tinha cerca de 230 mil habitantes em 1900, cem anos mais tarde a mesma cidade abrigaria mais de 10 milhões de pessoas. Em decorrência do crescimento populacional, o rio Pinheiros teve então, seu percurso canalizado e retificado, a calha aprofundada e as águas bombeadas rio acima para a recém construída Represa Billings — a inversão do rio.

Contudo, o que já foi um rio repleto de vitalidade e um espaço para lazer, se transformou num lago desfavorável para vida aquática e impróprio até para navegação. Com o crescimento populacional, a poluição do rio Pinheiros se acentuou, sendo necessário interromper o bombeamento para a represa Billings no final dos anos 80.

Em 1992, a situação dos cursos d’água da cidade estava insustentável. Os paulistanos não aguentavam mais e foram para margem do Tietê reivindicar sua despoluição. O movimento levou à criação do Projeto Tietê, iniciativa para despoluir os rios da capital, todos afluentes diretos ou indiretos do Tietê, inclusive o Pinheiros.