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O programa Novo Rio Pinheiros tem o objetivo de revitalizar este importante símbolo da cidade de São Paulo através da ação de diversos órgãos públicos em parceria com a sociedade. A meta até o fim de 2022 é reduzir o esgoto lançado em seus afluentes, melhorar a qualidade das águas e integrá-lo completamente à cidade. Por ser um rio urbano, a água não será potável, no entanto, com o projeto de despoluição concluído, haverá a melhora do odor existente, abrigo de vida aquática e, principalmente, a volta da população às suas margens por meio também da recuperação ambiental e paisagística do seu entorno.

 

imóveis conectados
à rede de esgoto

621.957 u

Atualizado em 15/06/2022

Lixo Removido

71.121,49 t

Atualizado em 15/06/2022

Acompanhe o andamento do Projeto

Acesse o sistema de monitoramento
tocar vídeo

O Programa “Novo Rio Pinheiros” é formado pela conexão de vários eixos de trabalho: saneamento, manutenção, revitalização e educação socioambiental. Acompanhe o que está sendo feito em cada uma dessas etapas:

SANEAMENTO

Os 16 pacotes de contratação para execução de obras de esgotamento sanitário já estão em execução. Até o momento, mais de 621 mil imóveis foram conectados ao sistema de tratamento de esgotos e já beneficiou uma população equivalente ao município de São Bernardo do Campo e já ultrapasou a meta de 500 mil imóveis. A expansão do serviço de saneamento promovida pela Sabesp vai beneficiar mais de 3 milhões de pessoas e evitar que todo o resíduo orgânico desses locais chegue até o rio.

Também tiveram seus contratos assinados  para início da implantação as Unidades de Recuperação de qualidade da água, que realizarão o tratamento dos afluentes diretamente nos córregos. Nesses locais serão instaladas as URs em 5 sub-bacias que apresentam núcleos de ocupação irregular onde não é viável tecnicamente implantar infraestrutura de saneamento. Essas unidades vão retirar o esgoto remanescente desses núcleos presentes no corpo hídrico, de forma que esteja despoluído antes de desaguar no rio Pinheiros. Com mais esta frente de atuação, a previsão é atingir, no total, 4,1 mil postos de trabalho.

MANUTENÇÃO

Até o momento foram retirados 732.087,97 m3 de sedimentos por meio do desassoreamento, o que equivale a mais de 30 mil caminhões basculantes.

Os resíduos sólidos estão sendo retirado por meio de barcos, redes e boias. Até maio de 2022 já foram removidas mais de 71 mil toneladas, entre  garrafas pet, bicicletas, pneus, plásticos, entre outros.

 

REVITALIZAÇÃO

As obras do  Parque Bruno Covas – Novo Rio Pinheiros começaram em Junho de 2021. Nesta primeira etapa foi contemplado um trecho de 8,2 quilômetros entre a sede do Pomar Urbano e a Ponte Cidade Jardim, na margem oeste do canal. Também já foi assinado o contrato para a revitalização do segundo trecho, de 8,9 quilômetros, entre as pontes Cidade Jardim e a área de Retiro da CPTM, nas proximidades da ponte do Jaguaré. Estão previstos pista de caminhada, ciclovia, pontos de alimentação, banheiros, além de novos acessos para interligação com o transporte público. Todas as estruturas e atrativos serão de uso público e gratuito. No total, o investimento privado será de 58 milhões de reais e ocorrerá ao longo dos próximos 5 anos.

A área da ciclofaixa, que é de responsabilidade da CPTM, passou por melhorias com o apoio da iniciativa privada, como novas sinalizações de pontos, placas de orientações, guaritas de alvenaria com banheiro e ar condicionado. O asfalto danificado foi refeito, além da retirada de lombadas para garantir a acessibilidade a bicicletas adaptadas para pessoas com deficiência. Em julho de 2021 o Governo de São Paulo entregou a segunda fase do sistema de iluminação inteligente: foram adicionados 260 pontos no trecho entre a ponte do Jaguaré e a ponte Cidade Jardim, zona sul da capital paulista, totalizando 6,5 quilômetros (km) de extensão. No primeiro trecho, na região da Vila Olímpia,  já haviam sido colocados 130 pontos de lâmpadas. A iniciativa faz parte de um plano amplo  em parceria com a Enel Brasil para transformar o local na primeira ciclovia inteligente do País por meio de tecnologias inovadoras.

Já a assinatura do contrato para revitalização da antiga Usina da Traição,  agora rebatizada Usina São Paulo, ocorreu em novembro de 2020. A licitação promovida pela Empresa Metropolitana de Águas e Energia S.A. (EMAE) teve como ganhador o consórcio Usina São Paulo SPE S.A, que será responsável por implementar espaços de uso público na área de 29.804 metros quadrados, incluindo a cobertura do prédio e o entorno. A ideia é que o espaço abrigue cafés, bares, restaurantes e lojas para transformar o local em um novo cartão postal da cidade.

A nova subestação de energia da Usina São Paulo também faz parte do projeto Novo Rio Pinheiros e já entrou em funcionamento oferecendo mais confiabilidade no fornecimento de energia. Mais moderna em relação à antiga Estação Transformadora de Usina (ETU), a nova subestação ocupa uma área menor do que a atual e o espaço periférico da usina será utilizado para os projetos do programa.

O Projeto Pomar Urbano para recuperação ambiental e paisagística do rio Pinheiros teve nova etapa iniciada em   junho de 2020. A parceria com a Reservas Votorantim prevê o plantio de milhares de mudas nativas paulistas ao longo de 13 quilômetros do rio.

baixe o mapa em .pdf

85% DAS ÁGUAS JÁ TÊM MAIS OXIGÊNIO E MENOS POLUIÇÃO

O Programa Novo Rio Pinheiros já está garantindo a melhora da oxigenação e a redução da matéria orgânica nas águas, segundo dados de janeiro de 2022 da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente.

Dos 13 pontos de monitoramento do rio, 11 já apresentaram o chamado DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio) abaixo de 30 mg/l, quantidade mínima para que a água não tenha odor, melhore a turbidez e permita vida aquática.

Os pontos que registraram a melhor qualidade estão próximos às pontes Eusébio Matoso e Jaguaré, na Zona Oeste da capital paulista. Em seguida estão os trechos das pontes Cidade Universitária, Nova Morumbi e Socorro.

A melhora na qualidade das águas se deve às ações do Governo do Estado que, desde 2019, promove uma grande ação de saneamento básico para reduzir o esgoto lançado nos afluentes do Pinheiros: até agora mais de 621 mil imóveis já foram conectados à rede de esgoto, evitando que toda carga orgânica desses locais chegasse ao rio.

Já foram retiradas mais de 71 mil toneladas de resíduos, entre eles garrafas pet, bicicletas, pneus, plásticos e outros.

Atualizado em 15/06/2022

Participação

Como Ajudar

Todos os dias milhares de ‘toneladas de lixo chegam às águas dos nossos rios. Nos últimos dois anos foram retiradas 24 mil toneladas, especialmente plásticos, do rio Pinheiros. Estima-se que no Brasil anualmente são descartadas incorretamente 140 milhões de bitucas de cigarro, que podem levar até 20 anos para se decompor.

Algumas medidas simples podem contribuir para melhorar as condições de nossas águas:

História do Pinheiros

As águas que nascem límpidas na serra do Mar compõem o rio Jurubatuba e, na junção com o rio Guarapiranga, formam o rio Pinheiros — este encontro acontece próximo à estação Santo Amaro. O percurso do rio Pinheiros se completa dois quilômetros a oeste da estação Ceasa, onde ocorre a foz com o rio Tietê.

Antes que a urbanização alcançasse suas margens, o rio Pinheiros fazia várias curvas ao sudeste da cidade. Como todo rio, a área de várzea passava por inundações cíclicas. Atualmente, percorre 25 km e recolhe as águas de uma bacia de 271 km², uma área onde vivem 3,3 milhões de pessoas.

No século XX, São Paulo começou a crescer rapidamente. Segundo o IBGE, a cidade tinha cerca de 230 mil habitantes em 1900, cem anos mais tarde a mesma cidade abrigaria mais de 10 milhões de pessoas. Em decorrência do crescimento populacional, o rio Pinheiros teve então, seu percurso canalizado e retificado, a calha aprofundada e as águas bombeadas rio acima para a recém construída Represa Billings — a inversão do rio.

Contudo, o que já foi um rio repleto de vitalidade e um espaço para lazer, se transformou num lago desfavorável para vida aquática e impróprio até para navegação. Com o crescimento populacional, a poluição do rio Pinheiros se acentuou, sendo necessário interromper o bombeamento para a represa Billings no final dos anos 80.

Em 1992, a situação dos cursos d’água da cidade estava insustentável. Os paulistanos não aguentavam mais e foram para margem do Tietê reivindicar sua despoluição. O movimento levou à criação do Projeto Tietê, iniciativa para despoluir os rios da capital, todos afluentes diretos ou indiretos do Tietê, inclusive o Pinheiros.