História do Pinheiros

Publicado em 21 de agosto de 2019

As águas que nascem límpidas na serra do Mar compõem o rio Jurubatuba e, na junção com o rio Guarapiranga, formam o rio Pinheiros — este encontro acontece próximo à estação Santo Amaro. O percurso do rio Pinheiros se completa dois quilômetros a oeste da estação Ceasa, onde ocorre a foz com o rio Tietê.

Antes que a urbanização alcançasse suas margens, o rio Pinheiros fazia várias curvas ao sudeste da cidade. Como todo rio, a área de várzea passava por inundações cíclicas. Atualmente, percorre 25 km e recolhe as águas de uma bacia de 271 km², uma área onde vivem 3,3 milhões de pessoas.

No século XX, São Paulo começou a crescer rapidamente. Segundo o IBGE, a cidade tinha cerca de 230 mil habitantes em 1900, cem anos mais tarde a mesma cidade abrigaria mais de 10 milhões de pessoas. Em decorrência do crescimento populacional, o rio Pinheiros teve então, seu percurso canalizado e retificado, a calha aprofundada e as águas bombeadas rio acima para a recém construída Represa Billings — a inversão do rio.

Contudo, o que já foi um rio repleto de vitalidade e um espaço para lazer, se transformou num lago desfavorável para vida aquática e impróprio até para navegação. Com o crescimento populacional, a poluição do rio Pinheiros se acentuou, sendo necessário interromper o bombeamento para a represa Billings no final dos anos 80.

Em 1992, a situação dos cursos d’água da cidade estava insustentável. Os paulistanos não aguentavam mais e foram para margem do Tietê reivindicar sua despoluição. O movimento levou à criação do Projeto Tietê, iniciativa para despoluir os rios da capital, todos afluentes diretos ou indiretos do Tietê, inclusive o Pinheiros.